Aranhas nervosas

De acordo com Isidoro Merino, do portal El País, as aranhas-teia-de-funil pertencem à espécie Atrax robustus e são do gênero Atrax — que inclui outros aracnídeos nada amigáveis, como os Atrax Sutherland e os Atrax yorkmainorum. De coloração negro-azulada ou marrom, seus corpos podem chegar a medir até cinco centímetros de comprimento e são cobertos com "pelinhos" que, como você poderá descobrir logo mais, dão a esses bichos um assustador "poder" extra.
(Australian Museum/Mike Gray)
Assim como acontece com as aranhas-armadeiras, as teia-de-funil também ficam sobre as patas traseiras quando se sentem ameaçadas — e quando ficam nessa posição, deixam à mostra suas enormes quelíceras, ou seja, as estruturas que elas usam para perfurar (e despedaçar) suas vítimas e injetar seu veneno. E falando em perfurar...
(El País/Ian Waldie)
Segundo Merino, quando as aranhas-teia-de-funil atacam, elas se agarram às suas presas com suas poderosas patas enquanto cravam seus ferrões — capazes de perfurar a unha de um dedo do pé! — uma e outra vez na vítima. Aliás, ainda segundo Merino, as picadas costumam ser tão profundas que inclusive dá trabalho arrancar a aranha do corpo do infeliz que tiver o azar de acidentalmente provocar um desses bichos.
Como se fosse pouco, temos a questão do veneno! De acordo com informações disponíveis no site do Australian Museum, as aranhas-teia-de-funil produzem uma substância neurotóxica que afeta o sistema nervoso humano e pode ser fatal se a picada não for imediatamente tratada.
(Australian Museum/Stuart Humphreys)
A toxina é especialmente perigosa para primatas — o que inclui os humanos —, começa a fazer efeito minutos após entrar na corrente sanguínea e, se a pessoa atacada não receber o soro contra o veneno, a morte pode ocorrer em menos de duas horas. Curiosamente, cães, gatos e outros mamíferos são imunes ao veneno.

Proximidade

As teia-de-funil também são chamadas algumas vezes como "aranhas de Sydney", justamente por se encontrarem distribuídos em territórios que incluem a populosa cidade australiana, e é bastante comum encontrá-los dividindo o espaço com humanos em suas casas. Segundo Merino, além de curtirem viver em jardins e áreas externas, não é raro encontrar esses aracnídeos atrás de sofás, debaixo de camas e escondidos em armários, portanto, é sempre bom tomar cuidado.
(Wikimedia Commons/Tirin)
E lembra que comentamos a respeito dos pelinhos que cobrem os corpos desses animais? Então! Conforme disse Merino, como se as aranhas-teia-de-funil não fossem assustadoras o suficiente em terra-firme, elas também podem tocar o terror em piscinas, uma vez que são capazes de nadar e podem permanecer debaixo d’água por períodos curtos de tempo graças às bolhas de ar que ficam presas nos pelos de seus corpos. Medo, né?
Por sorte, conforme mencionamos anteriormente, existe um antídoto contra o seu veneno — que foi desenvolvido na década de 80 — e, portanto, nenhuma morte por picada de teia-de-funil foi registrada desde que o soro foi criado.
FONTE:https://www.megacurioso.com.br/ciencia/103402-animal-assustador-do-dia-a-feroz-aranha-teia-de-funil-australiana.htm?utm_source=megacurioso.com.br&utm_medium=internas&utm_campaign=ultimasnoticias