quarta-feira, 20 de maio de 2015

Os 10 personagens mais famosos do folclore brasileiro

Um conjunto de coisas que o povo sabe, sem saber quem ensinou. Assim é o folclore. Todo mundo conhece – ou já ouviu falar – Saci, Boitatá, Curupira e Mula-sem-cabeça. O fato é que, não importa sua origem, as histórias desses seres fantásticos, com poderes sobrenaturais,  continuam encantando crianças e adultos. Vamos relembrá-los?

Saci Pererê


A  figura do negrinho buliçoso nasceu no final do século 18, início do século 19. Seu nome vem de uma ave, o saci (Tapera naevia). A carapuça vermelha, com poderes mágicos, é citada pelos romanos. Para muitos, ele é uma entidade maléfica. Para outros, uma entidade graciosa e zombeteira. A crença comum é que o saci anda pelado por aí, pulando numa perna só, que aparece e desaparece dentro de um redemoinho de vento.


Mula-sem-cabeça

No Brasil, já foram relatadas várias aparições de uma criatura que, nas noites de quinta para sexta-feira, sai assombrando pequenos povoados construídos ao redor de uma igreja. Trata-se de uma mula que, apesar de não ter cabeça, solta fogo pelas ventas e pela boca, relinchando muito alto e trotando violentamente.


Lobisomem

Os lobisomens são muito brancos, magros, pálidos, orelhas compridas e nariz levantado. A primeira transformação se dá aos 13 anos de idade e, a partir de então, toda terça e sexta-feira, não importa a lua.  Para quebrar a sina do lobisomem é preciso coragem. Você deve chegar bem perto do bicho e bater forte na cabeça dele. Mas é preciso ter cuidado para não se sujar com o sangue do lobisomem. Caso contrário, quem vai ter de que se transformar em lobo é você.


Curupira

Demônio das florestas. É assim que os índios tupis chamam o Curupira, um anão de cabelos vermelhos, dentes verdes ou azuis e pés virados para trás que protege as árvores e os bichos das matas brasileiras.Quando pega um caçador maltratando um animal ou uma árvore, cobre-o de pancadas, chegando a matar às vezes. Para proteger a natureza, o Curupira usa mil artimanhas. Com gritos, assovios e gemidos, ele ilude e confunde os caçadores, fazendo com que eles o sigam pensando que estão atrás de algum animal. Quando se dão conta, estão perdidos na mata.


Caipora

Também protetor das florestas e dos animais, o Caipora é geralmente confundido com o Curupira. Mas trata-se de uma criatura totalmente diferente e cuja aparência varia em todo o Brasil. Ele anda montado em um caititu, uma espécie de porco de enormes proporções. O nome significa “habitante do mato” e vem do tupi-guarani. Chamado por alguns de duende e por outros de demônio, a criatura mora dentro de um tronco de árvore no fundo da floresta.


Boto

Lá para as bandas do Pará, quando a paternidade de alguém é desconhecida, diz-se que ele é filho do Boto. O Boto é criatura do folclore paraense, que vive nas águas do Amazonas, esperando o momento certo para se transformar em homem e seduzir as mulheres. O boto sai da água, transforma-se em homem bonito, forte, alto, sedutor e de boa proza, veste-se de branco, e sai à procura do baile, onde bebe, conversa, namora e encanta as mulheres com seu jeito de dançar.


Boitatá

Uma cobra enorme, com olhos de fogo e corpo transparente que aparece em chamas. Esse é o Boitatá, um dos mitos brasileiros mais antigos. Sua origem é indígena. A cobra de fogo aparecia à noite, cintilando nas campinas e nas margens dos rios, assustando quem passasse.
Iara

Diz a lenda que a Mãe d’Água é a versão feminina do Boto, que também gosta de um arrasta-pé e de seduzir os homens em terra, com sua beleza e boa conversa, e na água, com seu canto maravilhoso. Para alguns, ela é uma índia de olhos verdes, cabelos negros lisos e longos, de uma beleza estonteante. Para outros, ela é branca e loura, de olhos claros e igualmente linda.


Negrinho do pastoreiro

O Negrinho do Pastoreio é considerado, por aqueles que acreditam na lenda, como o protetor das pessoas que perdem algo. De acordo com a crença, ao perder alguma coisa, basta pedir para o menino do pastoreio que ele ajuda a encontrar. Em retribuição, a pessoa deve acender uma vela ao menino ou comprar uma planta ou flor.


Mapinguari

O Mapinguari até poderia ser uma mistura de Curupira com Caipora. Mito do Amazonas, Acre e Pará, a criatura é um gigante peludo com os pés voltados para trás, as mãos com garras afiadas e uma boca vertical que sai do nariz e vai até o estômago. Em algumas regiões, diz-se que o Mapinguari tem um único olho, enorme, no meio da testa. Em outras, que ele tem duas bocas – uma no lugar normal e outra, enorme, na altura do estômago. Mas o Mapinguari, ao contrário do Curupira e do Caipora, não tem objetivos nobres na vida. Ele não protege as florestas nem os animais. O negócio dele é devorar os homens, de quem é inimigo.


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