sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Incrível avanço tecnológico: Mutilado faz história com prótese movida através do seu pensamento

protese movida pelo pensamento
Um morador do estado do Colorado, nos EUA, fez história no Laboratório de Física Aplicada da UniversidadeJohns Hopkins recentemente, quando se tornou o primeiro amputado bilateral a nível de ombro a utilizar e simultaneamente controlar dois Membros Protéticos Modulares (sigla MPL em inglês) daquele laboratório.  Mais importante ainda, Les Baugh, que perdeu ambos os braços num acidente elétrico há 40 anos, foi capaz de operar o sistema simplesmente através de seu pensamento para mover seus braços e mãos, desempenhando uma variedade de tarefas durante um curto período de treinamento.
Baugh participou de uma pesquisa para melhor avaliar a habilidade do MPL, desenvolvido na década passada, como parte de um Programa Revolucionário de Prostéticos.  Antes de colocar o sistema de membros, Baugh teve que passar por uma cirurgia no Hospital Johns Hopkins, conhecida como ‘reinervação almejada de músculos’.
“Este foi um procedimento cirúrgico relativamente novo que redesigna os nervos que uma vez controlavam os braços e as mãos”, explicou o Cirurgião do hospital, Albert Chi.  “Através da redesignação dos nervos existentes, podemos tornar possível para as pessoas que tiveram seus membros superiores amputados, o controle de seus aparelhos prostéticos, através de meramente pensar sobre a ação que querem desempenhar.”
Após sua recoberta, Baugh visitou o Laboratório para treinar em como utilizar os MPSs.  Primeiro, ele trabalhou com pesquisadores no sistema de reconhecimento de padrões.
“Usamos algorítmos de reconhecimento de padrões, a fim de identificarmos os músculos individuais que estão contraindo, o quanto eles se comunicam entre si, e sua amplitude e frequência”, explicou Chi. “Pegamos essa informação e a traduzimos para movimentos reais dentro de uma prótese.”
Após o ocorrido, Baugh foi colocado num encaixe personalizado para seu torso e ombros, que apoiavam os membros protéticos e também faziam as conexões neurológicas com os nervos.  Enquanto o encaixe era finalizado, a equipe o colocou para trabalhar com o sistema de membros através de uma Ambiente de Integração Virtual (sigla em inglês VIE), que é uma versão do MPL em realidade virtual.
O VIE é completamente intercambiável com os membros protéticos.
Quando o encaixe estava terminado, Baugh disse que estava mais do que pronto para começar.  Quando colocaram o conjunto nele, ele disse: “Eu simplesmente entrei num mundo completamente diferente.”  Baugh moveu vários objetos, inclusive um copo vazio de um balcão até uma prateleira mais alta, uma tarefa que iria requerer que ele coordenasse o controle de oito movimentos separados para completá-la.
O principal pesquisador do Programa, Michal McLoughlin, disse: “Eu penso que estamos somente começando.  É como se estivéssemos nos primeiros anos da Internet.  Simplesmente há um tremendo potencial à nossa frente e estamos somente iniciando nossa caminhada nessa estrada.  Eu acho que nos próximos 5 a 10 anos iremos alcançar um avanço fenomenal.”
McLoughlin disse que o próximo passo será o de enviar Baugh para casa, com um par de sistemas de membros, para que ele possa ver como eles se integram com sua vida no dia-a-dia.
Baugh está ansioso por esse dia. “Talvez uma vez mais eu serei capaz de colocar o troco naquela máquina de refrigerante…”, disse ele. Ele está ansioso para fazer “coisas simples que a maioria das pessoas não pensam a respeito.  E estão novamente disponíveis para mim.”
Veja abaixo o vídeo deste importante avanço tecnológico que irá ajudar aqueles que são deficientes fisicamente:
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