sexta-feira, 7 de março de 2014

História do Dia Internacional da Mulher

Dia internacional da mulher_2014

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Para além da criação de leis que determine a igualdade entre os sexos — o que já se obteve –, há necessidade de atitudes igualitárias, sem o que, efetivamente, a igualdade entre os sexos restringir-se-á a uma declaração legal de intenção, incapaz de produzir qualquer modificação no cotidiano das pessoas.




Se a Carta de 1988, ao determinar a igualdade de direitos e obrigações entre os sexos, eliminou formalmente do campo jurídico empecilhos à consolidação da paridade entre os sexos, tal conquista, lamentavelmente, não se tem efetivado no plano concreto. De acordo com Relatório Global sobre Desigualdade de Gênero 2013, do Fórum Econômico Mundial, a desigualdade entre homens e mulheres no Brasil não sofreu nenhuma alteração, quando comparada ao ano anterior, embora tenha diminuído na maior parte dos países do mundo. A pesquisa  analisou 136 países e concluiu que 86 deles apresentaram melhoras na desigualdade de gênero. Brasil ocupa, pelo segundo ano consecutivo, a posição de número 62 dentre os mais desiguais do mundo.
O relatório baseia-se em quatro critérios: (a) participação econômica e oportunidades: salário, participação no mercado de trabalho, acesso a altos cargos; (b) poder político: representação em estruturas que envolvam tomada de decisões; c) educação: acesso aos níveis básicos e superiores de educação; d) saúde e sobrevivência: expectativa de vida e proporção entre os sexos. O item em que o Brasil teve o seu pior desempenho refere-se às questões econômicas (item “a”), tendo ficado em 120º lugar (lembrando que são 135 países pesquisados). Motivo? – salários inferiores quando comparado ao dos homens; – baixa participação no mercado de trabalho (64% das mulheres contra 85% dos homens); – baixa participação no mercado de trabalho em cargos de chefia.
Levantamento da Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostra que a diferença entre os salários dos homens e das mulheres voltou a crescer após dez anos em declínio. Em 2012, o rendimento médio mensal das mulheres era equivalente a 72,9% do dos homens.
Os dados mostram que não obstante as importantes conquistas jurídicas, elas, por si só, não são suficientes, uma vez que as práticas sociais, tão enraizadas, não foram, ainda, superadas ou modificadas, mesmo que a norma legal imprima um comando de ordem geral que preceitue que homens e mulheres são iguais. Faz-se necessário avançar: compreender as formas como a assimetria sexual se processa e se reproduz em Sociedades históricas concretas. Eis, neste entendimento, um fator importante para a superação do que ocorre. Sendo a diferença de tratamento entre os sexos uma construção social, pode, perfeitamente, ser modificada por meio do implemento de um novo modo de pensar, com valores outros sendo disseminados e reconhecidos por um proselitismo competente.
Destarte, para além da criação de leis que determine a igualdade entre os sexos — o que já se obteve –, impõe ocupar estes lugares legais como espaço a partir do qual se desenvolvam duas atitudes: uma que use a legislação para responder às discriminações, outra que seja um compromisso com a pedagogia da igualdade, fazendo proselitismo por meio de entidades organizadas, educando nos espaços informais, mas sobretudo atuando, assumindo um comportamento que seja de quem é igual, sem o que, efetivamente, a igualdade entre os sexos restringir-se-á a uma declaração legal de intenção, incapaz de produzir qualquer modificação no cotidiano das pessoas.
Alice Bianchini é membra da Comissão Especial da Mulher Advogada do Conselho Federal da OAB e autora do livro “Lei Maria da Penha: aspectos assistenciais, protetivos e criminais da violência de gênero.” São Paulo: Saraiva, 2013.

História do 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data 
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras 
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

fONTE:http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm
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