quarta-feira, 12 de março de 2014

E se a água potável acabar?

As teorias mais pessimistas dizem que a água potável deve acabar logo, em 2050. Nesse ano, ninguém mais tomará banho todo dia. Chuveiro com água só duas vezes por semana. Se alguém exceder 55 litros de consumo (metade do que a ONU recomenda), seu abastecimento será interrompido. Nos mercados, não haverá carne, pois, se não há água para você, imagine para o gado. Gastam-se 43 mil litros de água para produzir 1 kg de carne. Mas não é só ela que faltará. A Região Centro-Oeste do Brasil, maior produtor de grãos da América Latina em 2012, não conseguirá manter a produção. Afinal, no País, a agricultura e a agropecuária são as maiores consumidoras de água, com mais de 70% do uso. Faltará arroz, feijão, soja, milho e outros grãos.
A vida nas metrópoles será mais difícil. Só a Grande São Paulo consome atualmente 80,5 bilhões de litros por mês. A água que abastece a região virá de Santos, uma das grandes cidades do litoral que passarão a investir em dessalinização. O problema é que para obter 1 litro de água dessalinizada são necessários 4 litros de água do mar, a um custo de até US$ 0,90 o m³, segundo a International Desalination Association. Só São Paulo gastaria quase R$ 140 milhões em dessalinização por mês. Como resultado, aágua custaria muito mais caro.
Mas há quem não concorde com esse cenário caótico. “A água só acaba se você acabar com o ciclo dela”, diz Antônio Félix Domingues, da Agência Nacional de Águas. “Tudo é questão de custo. Com dinheiro, você pode tornar até sua urina potável.” Mas, se ela acabasse, a água seria um bem disputado, motivo de guerras e de exclusão social. “Poucas pessoas teriam acesso. A água poderia virar um elemento segregador”, diz Glauco Freitas, coordenador do Programa Água para a Vida, da ONG WWF-Brasil.
E você, o que pensa sobre assunto? O que você faria se esse cenário virasse realidade?
Fonte: Superinteressante
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