segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Como 100 anos de criação mudaram os cães

Já pararam para pensar em todas as mudanças que o mundo sofreu no ultimo século? Não é algo que podemos simplesmente colocar em uma lista, já que praticamente tudo o que conhecemos é resultado de transformações de outras que já existiram e isso, de um certo modo, é bom. Só que, em contra partida, 100 anos de mudanças também afetaram muitos animais e não falo somente sobre as mudanças climáticas e desestruturação do ecossistema. Muitos criadores de cães modificam as raças com o argumento de que “estão melhorando”, só que, na verdade, estão mais preocupados com a aparência que dá mais dinheiro e não com a saúde e bem estar do animal.
Já ouvi muita gente dizer que “Pug bom é pug com o focinho mais achatado possível” e me questionei o sentido disso, até que encontrei esse artigo sobre modificação das raças e decidi mostra-lo a vocês. Segundo a veterinária Adriana Leal, algumas raças têm o achatamento como uma característica natural, como por exemplo cães Pequinês, mas a busca incansável de “aperfeiçoar” tal característica a partir de cruzamentos é um risco muito sério para a saúde dos animais. Mudanças são boas, mas em que ponto isso deixou de ser uma necessidade e se transformou em artigos de luxo e estética?
Os cães em preto e branco mostrados aqui são do livro “Raças de Todas as Nações”, de WE Mason, lançado em 1915.  Os cães coloridos são as versões modernas da mesma raça. A mudança é muito visível, reparem.
Boxer
Para ganhar uma cabeça “mais agradável” essa raça desenvolveu vários problemas. O Boxer desse século, além de ter um rosto mais curto, tem o focinho ligeiramente arrebitado. Esses grandalhões sofrem muito no calor por não conseguirem controlar a temperatura corporal, além de possuírem as maiores taxas de câncer.
Dachschund
O Dachshund há 100 anos tinha um pescoço proporcional ao seu tamanho e pernas mais funcionais. Atualmente as costas e o pescoço são bem mais longos, o peito se projeta para frente e as pernas estão mais curtas a ponto de não existir quase nenhum espaço entre o corpo e o chão. Esses salsichinhas possuem sérios problemas nas vértebras que podem até ter paralisia. Além disso, também podem desenvolver patologias relacionadas à má formação das cartilagens e problemas nas mini-pernas.
Bulldog Inglês
O Bulldog atual sofre, praticamente, todos os problemas que um cão geneticamente modificado pode ter. Uma pesquisa feita em 2004 pelo Kennel Club descobriu que a idade média de um cão dessa raça é de 6 anos. Por ter proporções bem exageradas, o bulldog tem muita dificuldade para acasalar e as fêmeas, quase sempre, tem seus filhotes por cesárea.
São Bernardo
O São Bernardo moderno é um cão bem grande e pesado, com uma quantidade de pele exagerada. Como o Boxer e o o Bulldog, essa raça também tem dificuldade para manter a temperatura corporal. As doenças que mais acometem o São Bernardo são entrópio e ectrópio (perturbações oculares que afetam as pálpebras e glândulas lacrimais) , paralisia, câncer nos ossos e deficiência de fibrinogênio.
Basset
O Basset, durante o período de modificação, ficou mais baixo, sofreu alterações em sua estrutura das pernas de trás, tem excesso de pele, problemas de vértebra e orelhas muito grandes. Essa raça hoje também  possui olhos caídos propensos a desenvolver entrópio, doença em que a pálpebra se vira sobre si mesma contra o globo ocular e ectrópio, um afastamento da margem palpebral.
Bull Terrier
Olhando assim não parece, mas o Bull Terrier já teve uma aparência bem diferente e um porte atlético. Na sua versão atual a raça desenvolveu um crânio mutante (até parece uma bola de futebol americano), abdomem avantajado e também uma série de doenças, como dentes supranumerários, agitação excessiva, doenças de pele e perseguição compulsiva da cauda.
Fonte:http://www.oversodoinverso.com/como-100-anos-de-criacao-mudaram-caes/
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