domingo, 23 de fevereiro de 2014

10 motivos para assistir ao Robocop de José Padilha

Time de brasileiros
Time de brasileirosEngana-se quem pensa que o diretor de Tropa de Elite se esqueceu dos amigos ao ser convidado a dirigir um filme em Hollywood. José Padilha não levou um, mas três parceiros brasileiros do filme anterior para ajuda-lo em Robocop. Na música, chamou Pedro Bromfman; para a direção de fotografia, Lula Carvalho (que está em Tartarugas Ninjas); e na edição, Daniel Rezende (chamado para o novo filme de Mika Kaurismäki).
Tropa de Elite 3?
Tropa de Elite 3?Depois de ter conquistado o Brasil com seus dois filmes Tropa de Elite, claro que fica a dúvida se Padilha segue no mesmo caminho em Robocop. Há muito em comum nos dois filmes, inclusive o fato do policial ter uma mulher e um filho. Assim como Nascimento, Murphy luta contra seus próprios colegas e acaba descobrindo que gente muito importante está envolvida com os crimes de suas cidades.
Homem de lata
Homem de lataA princípio antipático, o vilão Rick Mattox, vivido por Jackie Earle Haley é quem dá a real ao espectador sobre quem é, na verdade, o Robocop: um ‘Homem de Lata’. Enquanto o roteiro de Joshua Zetumer e a direção de Padilha mostra o herói em uma crise existencial entre suas emoções e sua desumanização dentro da armadura, a música de Pedro Bromfman vai ainda mais fundo na busca de Alex Murphy por seuMágico de Oz, que lhe permitirá ter um coração batendo dentro da lata.
EUA salvador #sóquenão
EUA salvador #sóquenãoJá estamos acostumados a ver o herói norte-americano salvando o mundo, mas desta vez não é bem assim. Na nova versão de Robocop, há um duplo entendimento sobre a ação dos EUA sobre o resto do mundo. Se o apresentador de TV Pat Novak, vivido por Samuel L. Jackson, não titubeia em dizer que os EUA é o maior país do mundo, que ajuda outros povos a se libertar da violência, o que vemos nas imagens é o contrário. O filme os mostra como grandes opressores, capaz de reprimir com o máximo de armas qualquer população contrária a sua filosofia.
Consciência social
Consciência socialNeste sentido, mostrando os EUA como eles realmente são, o filme de José Padilha acaba fazendo uma crítica social pouco vista em grandes produções de Hollywood, ainda que não chegue por exemplo, à obra de Neill Blomkamp, de ElysiumRobocop mostra uma promíscua relação entre grandes empresários e políticos, que usam a mídia a seu favor para convencer a opinião pública a pedir por medidas que não são apenas ruins e repressivas para eles próprios, como apenas servem aos interesses de grandes corporações. Em vez de mostrar o vilão como um estranho, ou estrangeiro, ele é exatamente aquele que jura proteção.
Fly Me to the Moon
Fly Me to the MoonMais de 15 anos após sua morte, o grande cantor Frank Sinatra faz uma participação mais do que especial em Robocop, em uma de suas melhores, e mais tristes cenas. Logo no início do filme, quando Alex Murphy sofre a transformação em um soldado robotizado, o filme mostra sua reação com um misto de reminiscências do personagem e angústia por seu futuro, tendo como trilha sonora o clássico Fly Me to the Moon, com a voz do inigualável Sinatra.
Elenco
ElencoSe na década de 80, quando o primeiro Robocop surgiu nos cinemas, Michael Keaton lutava contra o crime com a armadura do Batman, agora ele é o vilão, e não está sozinho. Ao seu lado estão os grandiosos atores Gary Oldman, Samuel L. Jackson e Jackie Earle Haley. Do outro lado, entre os mocinhos, está o destaque da série The Killing Joel Kinnaman, que atua com competência no papel do policial do futuro. Já a mulher do herói, Clara Murphy, é vivida pela bela Abbie Cornish. A australiana, aliás, parece ter gostado de ser dirigida por um brasileiro. Após Robocop, ela atuou em Solace, de Afonso Poyart (Dois Coelhos).
Ação
AçãoO mínimo que se espera de um filme como Robocop são as cenas de ação, e nesse ponto o filme também se mostra bastante competente. Desde o início do longa, quando são mostrados os fatores que quase culminaram na morte de Alex Murphy, até o clímax do filme, em que a tensão aumenta, o espectador pode esperar uma boa carga de adrenalina. Mesmo em momentos em que não há, a princípio, um inimigo, as sequencias de ação são bem executadas, como no momento em que Alex usa pela primeira vez sua armadura, em um momento que chega a lembrar cenas de Avatar.l
Tecnologia do futuro
Tecnologia do futuroUm filme de ficção científica também promete bons efeitos especiais e tecnologias futuristas que o espectador sonha ver no seu dia a dia (ou tem pesadelos com isso). O personagem Robocop já engloba parte destes recursos, com uma visão que muito se assemelha ao tão falado Gloogle Glass, mas bem melhor desenvolvida. Dentre os recursos do policial, ele pode rever tudo o que aconteceu diante de câmeras de segurança na cidade, podendo inclusive assistir à ação em 3D, caso haja vários registros diferentes.
Evolução do personagem
Evolução do personagemClaro que não se pode esperar que José Padilha chegue perto do trabalho realizado por Paul Verhoeven. Não há questão de ser melhor ou pior, já que os estilos do brasileiro e do holandês são bem diferentes. Enquanto Padilha usa a ação e a crítica social, Verhoeven opta por um cinema quase lado B, de um humor ácido. Mesmo assim, o personagem de 1987 é relembrado em uma das armaduras usadas pelo atual Alex Murphy. Há no filme toda uma evolução do Robocop, seja em seu visual, em seus recursos e na personalidade do personagem.
Fonte:http://brcine.com.br/br10/10-motivos-para-assistir-ao-robocop-de-jose-padilha/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=10-motivos-para-assistir-ao-robocop-de-jose-padilha
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