domingo, 14 de abril de 2013


Nemêsis, a estrela da morte

 
Um objeto sombrio pode estar se espreitando nos confins do nosso Sistema Solar e atirando cometas 
em nossa direção há milhões de anos. Esse objeto seria o responsável pelos eventos de destruição 
em massa na Terra, bem como pelo tráfego de cometas que aparecem inesperadamente vez ou outra. 
Mas quem seria essa presença sinistra?
Batizado de Nêmesis, ou estrela da morte, esse objeto seria uma estrela do tipo anã vermelha, mas poderia 
ser uma anã marrom ou mesmo um planeta com várias vezes a massa de Júpiter.
De onde vem uma idéia tão sinistra como essa? A história é antiga.


Originalmente, a hipótese de existir Nêmesis foi sugerida para explicar os episódios de extinção em massa
 na Terra. Os paleontologistas David Raup e Jack Sepkoski afirmam que nos últimos 250 milhões de anos 
a vida na Terra sofreu extinção em ciclos de 26 milhões de anos de período. Alguns astrônomos sugerem
 que essas catástrofes são causadas por impactos de cometas. Um caso famoso é o impacto de um asteróide
 há 65 milhões de anos que promoveu a extinção dos dinossauros, ou o evento de Tunguska na Rússia em 
1908, com efeito equivalente a uma bomba atômica cem vezes mais poderosa que a de Hiroshima, que e 
derrubou 80 milhões de árvores, devastando uma área de mais de mil quilômetros quadrados. A sorte, nesse
 caso, é que a explosão se deu sobre a Sibéria. Se fosse na Europa ou nos Estados Unidos….uhhhhhhhhhhhhh…..
A questão é que o nosso Sistema Solar é rodeado por uma vasta coleção de corpos gelados chamada de 
Nuvem de Oort, restos da nuvem que colapsou para formar nosso Sol e, por conseqüência, os planetas.
 Se o Sol faz parte de um sistema binário (veja a explicação no diagrama acima), certas configurações nas
 órbitas do par deveria dar um puxão gravitacional nesse objetos gelados da Nuvem de Oort, arrancando um 
deles na direção do Sistema Solar. A hipótese de o Sol ter uma companheira é estranha, mas não
 é absurda. Na verdade, mais de um terço das estrelas da nossa Galáxia estão em sistemas com pelo
 menos duas estrelas. O difícil aqui é provar isso.

Um planeta-anão que está onde não deveria estar

Sedna pode ser uma pista. O planeta-anão Sedna, aquele mesmo que propiciou a discussão
 e o posterior rebaixamento de Plutão, é um objeto esquisito. Segundo Mike Brown, seu descobridor, ele não
 deveria estar onde está. Segundo Brown, não há como explicar sua órbita, pois ele nunca está próximo
 o suficiente para ser afetado pelo Sol, mas também nunca está longe o suficiente para ser afetado
pelas outras estrelas. Em suma, o que prende Sedna ao Sistema Solar? Além disso, a maioria dos
 cometas que chegam ao Sistema Solar interior (para “dentro” da órbita da Terra) parece vir de uma mesma 
região da Nuvem de Oort.
Esses fatos dão força à hipótese de Nêmesis, que teria de ter entre 3 e 5 massas de Júpiter no mínimo. 
Para esse limite de massa, ou mesmo para algumas dezenas de vezes a massa de Júpiter, esse objeto 
seria um planeta massivo ou uma anã-marrom. Em ambos os casos, seria praticamente indetectável no visível,
 mas muito brilhante no infravermelho. Mesmo Mark Brown já admitiu que esse objeto, se existir, seria muito 
pequeno, estaria muito longe e seria muito lento. Facilmente ele passaria despercebido nas suas observações.

Satélite Wise reforça o time

Mas essa história pode mudar. Em janeiro de 2010 entrou em operação o satélite Wise da NASA, que está
 mapeando o céu todo em infravermelho. Com um campo de visão bem amplo e uma sensibilidade 
fantástica, o satélite tem por objetivo detectar mil anãs-marrons a distâncias de até 25 anos-luz da Terra. 
O problema é que, para detectar Nêmesis, será preciso esperar por duas imagens do Wise para que
 se possa compará-las e identificar o objeto que se moveu de uma para outra.

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