sábado, 23 de fevereiro de 2013



Na cadeia alimentar é comum um predador alimentar-se de outro animal ainda vivo. Mas, se o ser humano fizer o mesmo? Será instinto natural, bizarrice, selvageria ou um hábito alimentar antigo e cultural?

Ainda existem vários costumes antigos onde as pessoas tem o hábito de se alimentar com animais ainda vivos. Para nós, pode parecer estranho, para eles é apenas mais um prato.

Ostras (Brasil e outros países)
Quando se fala em peixe, marisco e moluscos , quanto mais fresco melhor, pois isto além de tonar mais saudável o seu consumo também os deixa mais saborosos. Em alguns restaurantes é possível, até antes de consumi-los, escolher alguns destes animais em tanques e com isso garantir que estão frescos.
As ostras podem ser cozinhadas ou ingeridas enquanto ainda estão vivas, caso contrário poderá gerar problemas gástricos. A culinária possui vários meios de prepará-las, porém algumas pessoas insistem em consumi-las cruas e ainda vivas. É costume que as pessoas do litoral do Brasil abram a concha e suguem o molusco ainda vivo, as pessoas dizem que elas tem "gosto do mar" além de ser ricas em vitaminas e proteínas.

Sannakji – Polvo Vivo (Coreia)
Quando se trata de alimentos exóticos os coreanos são grandes candidatos a serem os campeões do mundo . Um alimento muito popular por lá, vendido em barracas de ruas e restaurantes é um tipo de polvo vivo chamado Sannakji.
Os pequenos polvos vivos são cortados em pedaços e servidos ainda a contorcer-se sobre um prato. Normalmente um óleo ou molho suave é servido como acompanhamento. Às vezes eles nem os cortam e simplesmente servem o polvo inteiro. A única recomendação feita pelas pessoas que servem o bizarro alimento é mastigar bastante, porém alguns optam por sentir o alimento ainda a contorcer-se enquanto se vai garganta abaixo.

Camarão embriagado (China)
Ao ler um menu de restaurante as palavras “camarão bêbado”, poderá pensar, que se trata de um delicioso camarão flambado, porém o prato chinês consiste em uma grande tigela de camarões e temperos, embebidos em uma bebida bastante forte chamado Baijiu que possui cerca de 40-60% de álcool por volume.
 
Os camarões não são cozidos, embora se espere que eles tenham passado por algum tipo de limpeza antes de serem lançados no prato ainda vivos. O álcool atordoa os pequenos crustáceos tornando-os lentos e mais fáceis de serem consumidos.
O sabor é supostamente muito semelhante ao camarão cozido e há também outras versões do prato, onde os camarões são mortos antes de serem cozidos. No Japão um prato semelhante chamado Odori ebi serve os camarões embebidos em licor.


Ikizukuri (Japão)
Assim como dissemos acima, quando se trata de frutos do mar o frescor é a chave para um alimento saboroso, isto também é importante para o sushi japonês. Considera-se por lá que quanto menos tempo o alimento passe morto ou refrigerado, mais suave e delicioso será.
Porém o Japão leva isto ao pé da letra com um prato chamado de ikizukuri, traduzido literalmente como "preparado vivo". Eles trabalham contra o relógio para obter a carne na mesa enquanto o animal ainda está vivo e a mexer-se (podem ser peixes, camarões, lulas, etc) . A parte que parece cruel: eles retiram a carne com o cuidado de deixar os órgãos e nervos intactos por tempo suficiente para mantê-los vivos até o final da refeição.


Coração e Sashimi de rã
Em Tóquio um dos pratos mais bizarros é o coração e sashimi de rã. Em alguns restaurantes é possível observar o chef abrir o batráquio vivo e retirar o seu coração que é consumido ainda a bater. O restante do corpo do animal é servido com marisco. O programa "Comidas Exóticas" exibido no Discovery Travel & Living e no TLC HD apresentado pelo chef de cozinha Andrew Zimmern mostrou a degustação deste alimento.

Ouriço do mar
A primeira vista o sabor da carne deste animal pode não parecer muito saboroso devido a sua aparência com espinhos, mas eles são muito apreciados em vários locais do mundo. Por muitas vezes são consumidos crus, como sushis em restaurantes especializados, acompanhados de molhos ou então são ingeridos diretamente na praia com a ajuda de uma tesoura para cortar os espinhos e abrir o bicho.

Larvas e insetos
Em muitas partes do mundo é comum a ingestão de insetos e larvas ainda crus. Por aqui, é conhecido o consumo de uma larva que vive no tronco de coqueiros, em cursos de sobrevivência e por soldados do exercito que fazem missões na selva. O vídeo abaixo mostra alguns homens degustando uma larva ainda viva.


Cérebro de macaco
 
(Para não ferir sensibilidades, não publico qualquer foto deste alimento)
 
Este prato tornou-se famoso ao aparecer no filme de Indiana Jones. É também um dos mais bizarros, pois além dos macacos parecerem com seres humanos também tem a questão da crueldade, pois o cérebro é consumido antes que o animal morra.
O processo para degustação deste alimento consiste em apoiar a cabeça do macaco em um suporte e prender seu corpo em uma caixa para que ele não se debata. Então um martelo é usado para quebrar e retirar a parte superior do crânio e em seguida degustar o miolo do animal.

Peixe Ying Yang (China / Taiwan)
Este outro prato com peixe é um pouco diferente, pois o animal está somente meio morto e meio cozido, como uma monstruosidade zumbi o peixe é servido em Taiwan e China continental. E não, não é sangue que se vê no prato da foto, o peixe é servido com um delicioso molho agridoce de cor avermelhada.


Casu Marzu (Itália)
É um tradicional queijo sardo feito com leite de ovelha muito consumido na ilha da Sardenha, na Itália. Este alimento é servido de uma maneira muito específica: ao invés de apenas fermentar o queijo, os seus produtores dão um “tempero” a mais deixando-o “apodrecer" e inclusive permitindo que moscas do queijo depositem seus ovos no alimento.
 
As larvas desenvolvem-se e começam a comer o queijo, que pela ação digestiva das larvas, cortam a gordura, o que faz com que o queijo fique com um sabor muito mais suave.
No local onde o queijo é mais apreciado, a única coisa que algumas pessoas divergem é quanto ao momento certo para comê-lo. Enquanto alguns ingerem o alimento ainda com larvas colocando o queijo em finas fatias de pão crocante, que em nada disfarça o gosto de larvas vivas, outros optam por retirar as larvas.
Fonte:http://foodie.blogs.sapo.pt/5535.html



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