segunda-feira, 19 de novembro de 2012


Telescópio detecta buraco negro gigante engolindo estrela

Instrumento europeu detecta buraco negro à distância recorde de 6 milhões de anos-luz.

Foto: Organização Europeia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO)
Concepção artística do fenômeno (Foto: Organização Europeia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO))
O telescópio da Organização Europeia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês), detectou em outra galáxia o buraco negro mais distante já encontrado.

O corpo celeste está acompanhado por uma estrela que, em breve, será engolida pelo próprio buraco negro.

Com uma massa 15 vezes maior que a do Sol, o buraco negro também é o segundo maior buraco negro de massa estelar já encontrado.

Ele foi encontrado em uma galáxia em formato de espiral, chamada NGC 300, a seis milhões de anos-luz da Terra.

"Esse é o buraco negro de massa estelar mais distante já pesado, e é o primeiro que vemos fora de nossa vizinhança galáctica, o Grupo Local (grupo de galáxias que inclui a Via-Láctea)", afirmou Paul Crowther, professor de astrofísica na Universidade de Sheffield, Grã-Bretanha, e um dos autores do estudo.

O parceiro do buraco negro é uma estrela do tipo Wolf-Rayet, que também tem uma massa cerca de 20 vezes a do Sol. As Wolf-Rayet são estrelas que já estão perto do fim de suas vidas e expulsam a maior parte de suas camadas superiores para a região que as cerca antes de explodirem como supernovas, com seus núcleos implodindo para formar buracos negros.

Os buracos negros de massa estelar são extremamente densos, os restos do colapso de estrelas muito grandes. Eles têm massas que chegam até a 20 vezes a do Sol. Até o momento, 20 desses buracos negros de massa estelar já foram encontrados.
Por outro lado, buracos negros maiores são encontrados no centro da maioria das galáxias e podem pesar entre milhões e bilhões de vezes a massa do Sol.

  Dança
As informações coletadas pelo telescópio mostram que o buraco negro e a estrela Wolf-Rayet "dançam" um em volta do outro em períodos de 32 horas. Os astrônomos também descobriram que, enquanto eles orbitam em volta um do outro, o buraco negro está arrancando matéria da estrela.

"Este é, sem dúvida, um 'casal íntimo'. Como um sistema com uma ligação tão forte foi formado ainda é um mistério", afirmou um dos colaboradores da pesquisa Robin Barnard.

Outros sistemas com um buraco negro e uma estrela como companheira não são desconhecidos dos astrônomos.

Baseados nestes sistemas, os astrônomos conseguem ver uma conexão entre a massa do buraco negro e a química das galáxias.

"Notamos que os maiores buracos negros tendem a ser encontrados em galáxias menores que contêm menos elementos químicos pesados", afirmou Paul Crowther.

"Galáxias maiores, que são mais ricas em elementos pesados, como a Via-Láctea, apenas produzem buracos negros de massas menores."

Os astrônomos acreditam que uma maior concentração de elementos químicos pesados influencia como uma grande estrela evolui, aumentando a quantidade de matéria que perde, o que resulta em um buraco negro menor quando os restos da estrela finalmente entram em colapso.

Em menos de um milhão de anos será a vez de a estrela Wolf-Rayet se transformar em uma supernova e, então, se transformar em um buraco negro.

"Se o sistema sobreviver a essa segunda explosão, os dois buracos negros vão se fundir, emitindo grandes quantidades de energia na forma de ondas gravitacionais", conclui Crowther.

No entanto, de acordo com os astrônomos, serão necessários alguns bilhões de anos até que os dois cheguem a se fundir.
 Fonte:http://www.colmeia.blog.br/telescopio-detecta-buraco-negro-gigante-engolindo-estre.html
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