terça-feira, 11 de setembro de 2012


AVALIAÇÃO: MONZA GLS 2.0 1996

Após muitas postagens sobre carros da GM, porque não falar de um clássico??? O carismático Monza! A história do nosso Monza já vem da Europa, no finalzinho dos anos 70, início dos anos 80. Ele tem sua produção iniciada por aqui em 1982, na versão hatch com motorização 1.6. Os anos foram passando e vieram novas motorizações: 1.8, 2.0, alcool, gasolina, novas carrocerias: sedã 2 portas, sedã 4 portas, diferentes versões, mais simples, mais luxuosas, mais esportivo... Enfim, o carro teve diversas versões com equipamentos diferenciados. Um carro que foi cativando o público, e trazendo fãs até os dias de hoje.


No início dos anos 90 ele teve uma reestilização bastante marcante. Tomando uma forma mais moderna, com a frente e traseira modificados, bem como demais detalhes internos e externos, e técnicos.  Esta versão foi apelidada de Monza Tubarão ou Monza Bicudo. Assim como nas versões anteriores, esta também foi um grande sucesso de vendas e agrada o público até hoje.


Conta-se que o Vectra de primeira geração, não foi sucesso de vendas, por conviver lado a lado com o Monza, e que a GM sacrificou ele em 1996 para não correr o risco de fracassar no lançamento do Vectra B (segunda geração). Se é fato não se pode afirmar, mas é o que se comenta nos Forums, Blogs e Sites por ai...


A série final do Monza é a que falamos hoje. Em especial a GLS 2.0, que contempla um Monza bem completinho, com detalhezinhos que o deixaram bem atualizado, como as rodas do Kadett GSI e Volante e tecido de estofamento do Vectra A, e algumas coisinhas mais...


Obviamente nem tudo é perfeito, a versão GLS 1996, não possuía de série o câmbio automático (alias nunca vi nem em opcional, mas dizem por ai que existe), não possuía o painel digital e computador de bordo do Classic, nem os freios ABS e disco traseiros do Monza Hi Tech, bancos em couro... Mas vinha de série com Ar Condicionado, Direção Hidráulica, Vidros e Travas Elétricas, Faróis de Neblina, o que o tornava um carro bem completo por um preço interessante - na época em torno de 10 mil reais a menos do que um Vectra GSI.

O Monza 1996 apesar de já ter seu desenho mostrando os sinais da idade ainda se mostrava um excelente opção de compra. A produção se encerrou neste ano, o que faz do modelo 96 uma peça de coleção. Os colecionadores já começam a atentar para os carros dos anos 90, como Corsa, Kadett e Vectra GSI, Omega, Gol GTI, Saveiro Summer, Escort XR3, por ai vai... O bom e velho Monza desperta já há algum tempo a atenção dos colecionadores, as versões mais cobiçadas são os SR, EF500, Classic, Hi Tech, e o derradeiro GLS 1996.

O Monza é sem dúvida um carro de muitos predicados. Sua elogiada robustez, fez história, aliada ao conforto digno de carro de luxo. A estabilidade, sobretudo das versões mais novas também foram destaque. Seu grande porta-malas, motor de potência satisfatória também sempre foram muito elogiados. Uma questão que gera bastante controvérsia é o consumo, uns dizem beber muito, outros dizem que o carro consome menos que um isqueiro. Minha versão da história: Monza 96 2.0 a gasolina em boas condições mecânicas, andando civilizadamente, na cidade alternando em transito leve, moderado e pesado, com ar condicionado ligado em 75% do tempo aproximadamente, abastecido com gasolina comum faz em torno de 8,5km/l. Na estrada o mesmo carro abastecido com gasolina comum, rodovia plana, 5 adultos a bordo, porta-malas abarrotado de carga, ar-condicionado ligado o período inteiro, a uma média de 120km/h o carro fez 14 Km/l. Não chega a ser um 1.0 no GNV de economia, mas são marcas excelentes para um carro 2.0, espaçoso e confortável. Sabe-se de pessoas conseguem fazer perto de 10Km/l na cidade. Resumindo ao que sei é um carro que atende perfeitamente sua proposta sendo econômico, dentro de sua categoria.

Os defeitos apontados ficam por conta do peso do carro, que aumentam um pouco o consumo e desgaste de pneus, mas nada que seja um problema de fato. Outro ponto é a altura da posição de dirigir, um pouco baixa, o assoalho do carro em si eh um pouco baixo e o design antiquado do painel acaba ampliando essa sensação. Mas também não é algo que chegue a ser prejudicial.

A confiabilidade desta família de motores já é uma velha conhecida do público. Tanto que o motor é utilizado até os dias de hoje, com poucas alterações que o deixam ligeiramente mais atualizado, econômico e potente. Muitos criticam a utilização do bom e velho motor nos carros atuais da GM, com razão, afinal os Ecotec são motores mais eficientes, no entanto de manutenção mais cara do que os velhos "Monzatech". O tempo quem sabe vai baratear os custos de manutenção dos novos e transformá-los em uma nova preferência nacional. Eu afirmaria sim, que os antigos 2.0 GM são talvez mais duráveis que os antigos tão elogiados AP da VW. Muitos devem estar me criticando ao ler isso, mas eu mantenho a opinião.

Nos dias de hoje ainda é relativamente fácil encontrar Monza tanto dos primeiros quanto dos mais novos, em bom estado. Ele ainda atende com louvor as expectativas de antigos compradores e não é difícil encontrar relíquias na garagem de senhores aposentados, nos estacionamentos de clubes de idosos... Brincadeiras a parte, mas o bom e velho Monza está em todas as classes, nas garagens de pessoas mais abonadas que não querem se desfazer do seu clássico, na garagem de muito gurizão que compra seu primeiro carro e coloca aros de astra e som de alta potência, nas obras, com pedreiros puxando suas betoneiras e ferramentas, na classe média como carro de família.

O Monza é sem dúvida um clássico que entrou na história por meio de suas muitas qualidades. Veremos muitos rodando ainda por vários anos. Dizem por ai, até mesmo que ele é herdeiro do Fusca, no quesito "pau-pra-toda-obra", e por sua manutenção barata e simples. O fato é que o Monza está na memória e nos corações dos brasileiros.

E vc tem algo a falar sobre o Monza?Comentários?Alguma história legal? Concorda com o que foi escrito? Discorda? O espaço é seu!

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