quarta-feira, 15 de agosto de 2012





Estudo diz que corpos no Atacama 





viraram múmias pela ação do clima



Indivíduos da cultura Chinchorro viveram no Chile e Peru há 5 mil anos.
Aridez do deserto e tecnologias da época podem ter favorecido processo.


Cientistas chilenos dizem que corpos mumificados achados no deserto do Atacama, no norte do país, foram preservados pela ação do clima.
Os resultados estão publicados na edição desta semana da revista americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).
Desde 1917 foram descobertos, em bom estado de conservação, vários indivíduos da cultura Chinchorro, formada por pescadores e coletores que também viviam no sul do Peru, há 5 mil anos. Isso significa que essas múmias são 2 mil anos anteriores às egípcias.
Múmia Chile (Foto: Courtesy of Bernardo Arriaza/Pablo Marquet)Corpo mumificado é descoberto no deserto do Atacama, no norte do Chile (Foto: Bernardo Arriaza)
Agora, os pesquisadores atribuem esse fato ao clima árido do Atacama – o deserto mais seco do mundo –, o que teria dificultado o processo de decomposição dos cadáveres.
O cientista Pablo Marquet e colegas da Pontifícia Universidade Católica do Chile também não descartam a possibilidade de que o próprio povo Chinchorro tenha mumificado seus mortos. Isso porque, na época em que eles viveram, havia uma maior disponibilidade de água doce e marinha, o que teria resultando em um crescimento populacional e em inovações culturais e tecnológicas suficientemente avançadas para preservar os corpos.
Múmia Chile 2 (Foto: Courtesy of Bernardo Arriaza)Múmia da cultura Chincorro é de uma mulher com peruca de cabelos humanos (Foto: Bernardo Arriaza)
Segundo os autores, a paisagem cheia de múmias levou a população local a cultuar os mortos
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