segunda-feira, 6 de agosto de 2012




As teorias da conspiração que têm alimentado os 50 anos da morte da eterna diva Marilyn Monroe

Marilyn Monroeassinatura postMarilyn Monroe morreu em Los Angeles em 5 de agosto de 1962. Quando a encontraram, estava deitada na cama depois de ter sofrido uma parada cardíaca por overdose de medicamentos, mas além da causa clínica da morte, os especialistas ainda debatem  sobre os porquês de seu trágico fim.

A polícia científica da época apostou oficialmente na tese de um "provável suicídio", mas, dada a reputação da atriz de 36 anos e as suas ligações com o poder, sua morte tornou-se um terreno fértil para o florescimento de teorias conspiratórias que alimentaram o enigma .
“Acho que essa é uma das coisas que ajudam a manter viva a lenda de Marilyn. Não saber como ela morreu e por que morreu é algo muito intrigante ", disse Scott Fortner, um reconhecido especialista na figura de Marilyn Monroe.
“Dizem que foi uma overdose, um suicídio, um assassinato ... Uma das teorias mais populares é a de que a família Kennedy teve algo a ver. Fala-se até que os extraterrestres a mataram. O que é ridículo. Infelizmente, nunca saberemos o que de fato aconteceu”, disse Fortner.
Para este estudioso da história de Monroe e colecionador de objetos que pertenceram à diva de Hollywood, a teoria mais crível  é que Marilyn tomou barbitúricos demais sem perceber.
“Creio que foi uma overdose acidental. Não acredito que foi suicídio ou assassinato. Ela acabava de renovar contrato com o Estúdio Fox e estava se preparando para voltar ao trabalho no filme “'Something's Got to Give”. Eu não creio que ela era uma pessoa suicida”, disse Fortner.
A mesma conclusão chegou José Cabrera  em seu livro  “CSI: Marilynase (Caso Aberto)” . Cabrera é espanhol, especialista em toxicologia, medicina legal e criminologia. “Marilyn não teve nenhum comportamento suicida nos dias que antecederam a sua morte”.
Cabrera examinou centenas de documentos do FBI sobre o assunto e gravações de conversas entre a atriz e seu psiquiatra. Ele está convencido de que Marilyn era uma "sobrevivente" com projetos futuros, que simplesmente "não conseguia dormir".
O legista, no entanto, observou que o desaparecimento da artista era muito conveniente para algumas pessoas. "Havia muitos interessados ​​na morte de Marilyn, desde J. Edgar Hoover (diretor do FBI e diagnosticado por Cabrera como paranoico) a Máfia.
As irregularidades encontradas no inquérito policial sobre sua morte são gritantes: relatos policiais que contradizem provas forenses, uma relação incompleta de chamadas telefônicas de Marilyn, exames toxicológicos não foram feitas, ou o atraso das autoridades em chagar ao domicílio da atriz serviram para generalizar essas suspeitas.
Foi especulado que Marilyn iria revelar segredos sobre JFK e seu irmão Robert Kennedy. Também houve rumores de que o FBI andava atrás de informações do que a atriz supostamente sabia sobre uma possível relação de Frank Sinatra com a Máfia. Por outro, foi levantado a hipótese de que os mafiosos queriam pôr as mãos em supostas informações que ela teria sobre o alto escalão da agência federal.
Em 1982, o procurador distrital de Los Angeles, John van Kamp, decidiu reabrir o caso depois que um ex-funcionário do Instituto Médico Legal falou sobre a existência de um diário da atriz com nomes e dados sobre pessoais ligadas ao governo.
Esse diário nunca foi encontrado, mas a sua mera suspeita justificou a investigação que resultou na elaboração de um relatório de 30 páginas ratificando o resultado da investigação de 1962. Ou seja: validou o suicídio como causa provável da morte, embora tenha admitido uma possível overdose acidental de medicamentos, enquanto se mostrou “extremamente cético” sobre a possibilidade de tratar-se de homicídio, pois o fato “teria exigido uma conspiração em massa”, diz o documento.

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