quinta-feira, 16 de agosto de 2012


Aral - O mar perdido

“Ele era um verdadeiro mar salgado situado no coração da Ásia Central. Seu quase total desaparecimento nas últimas décadas é um dos maiores desastres ecológicos da história

Brasil 247/ Oásis

O que são essas centenas de navios enferrujados, atirados sobre as areias do deserto? São os restos de um dos maiores desastres ambientais já produzidos pela mão do homem. Até pouco mais de vinte anos, todos eles navegavam sobre as águas do quarto maior lago do planeta em superfície. Ele se estendia sobre essa área hoje ressequida. Era o lago Aral, verdadeiro mar salgado de origem oceânica situado na fronteira entre o Uzbequistão e o Cazaquistão.

Da década de 1970 até hoje, sua superfície foi reduzida em 75%, e dos 68 mil quilômetros quadrados da área original sobram apenas cerca de 10%. Os restantes 90% são só areia, entremeada aqui e ali de alguns tufos vegetais de espécies que conseguem vencer a altíssima salinidade do solo. Toda a água que outrora existiu, simplesmente desapareceu.
Como isso aconteceu? Nos tempos da Guerra Fria, entre as décadas de 1950 e 1960, para incrementar a produção de algodão numa região árida como o Uzbequistão, o regime soviético pôs em prática um projeto de desvio através de canais artificiais das águas de dois rios – o Amu Darya e o Syr Darya - que, desde tempos imemoriais, alimentavam o mar de Aral. A água desviada foi utilizada para irrigar os campos das recentes culturas agrícolas estabelecidas nas áreas próximas.”
Fotos: Divulgação
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Vídeo: Aral, o mar perdido

Isabel Coixet, jornalista espanhola especializada em documentários

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