quinta-feira, 12 de julho de 2012


PEIXE SERRA (Pristis pectinata)

peixe serra

Características � focinho em formato de serra com 24 a 32 dentes de cada lado , esqueleto cartilaginoso como os tubarões e raias. A serra possui poros que são sensíveis ao movimento e à eletricidade. A serra é usada principalmente para auxiliar na captura de comida. Com ela, o peixe revolve a superfície arenosa ou lamacenta, à procura de pequenos crustáceos e moluscos e investe contra cardumes de peixes, atordoando-os. Quando se faz necessário, a serra é também usada como defesa - o peixe move esta estrutura horizontalmente, com grande força, o que pode causar estragos significativos a qualquer animal que se aventure a atacá-lo. É o único tubarão, com exceção do tubarão-cobra, que possui seis fendas branquiais no lugar de cinco ou sete. Sua carne é muito apreciada. É de coloração cinza-azulada, tem nadadeiras triangulares escuras atrás da cabeça e nadadeira dorsal dupla.  Parte  inferior  branca,  amarelo
claro ou pardacenta. Barbatana caudal grande e oblíqua com lóbulo inferior extremamente reduzido. Pode alcançar 5 m de comprimento e sua serra possuir 1,5 m por 20 cm de largura, e peso de 350 Kg . As mandíbulas têm dentes pequenos. Ambas as maxilas têm 10 a 12 fileiras de dentes, com 88 a 128 dentes na maxila superior e 84 a 176 na maxila inferior. Os dentes são arredondados anteriormente e têm uma borda sem corte na face posterior. Os olhos e espiráculos se encontram na superficie dorsal. Podem viver por 30 anos.
Habitat � espécie costeira, mas pode cruzar águas profundas para alcançar ilhas. Ascende rios e pode tolerar água doce. Visto geralmente em baías, lagoas, estuários, e bocas de rio. Profundidade de até 120 m.
Ocorrência � todo litoral brasieliro
Hábitos � pode entrar em rios, e já foi encontrado na confluência dos rios Negro e Amazonas, a cerca de 720 km da foz. Quando perseguido por um tubarão, o peixe-serra sobe à superfície, onde sua serra se transforma em uma arma muito perigosa para o tubarão.
Alimentação � peixes, camarões, lulas e organismos bentônicos.
Reprodução � ovovivíparo. Reproduzem-se através do fertilization interno como ocorrem em todos os elasmobrânquios. A maturidade é atingida com aproximadamente 10 anos de idade. Nascem cerca de 15 a 20 filhotes de cada vez, medindo aproximadamente 60 cm, já armados com uma pequena serra.
Predadores naturais � tubarões
Ameaças � poluição, destruição do habitat e pesca predatória. Travado facilmente nas redes de pesca, sua remoção sem ferimento é difícil. Também caçado pela sua serra, vendida como souvenir. O comércio da espécie passou a ser considerado um crime internacional. A resolução é da Convention on International Trade in Endangered Species (CITES), órgão internacional que procura regulamentar o comércio de espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção. A captura e comércio do peixe serra já são proibidos pelas leis brasileiras desde 2004. Não existe uma pesca direcionada exclusivamente ao peixe serra. Sua captura é incidental, ou seja, ocorre durante a pesca de outras espécies. Entretanto, a captura de um indivíduo é comemorada, pois sua �serra� ou �catana� pode valer até mais de mil dólares no mercado internacional. A retirada da peça custa o sacrifício do animal. A serra acaba sendo utilizada para vários fins. Os dentes da serra são comercializados para serem usados como esporas em rinhas de briga de galo; a serra como um todo é utilizada também como enfeite ou adorno exótico; e existe ainda a crença de que a serra cura a asma, o que não possui nenhuma comprovação científica. As barbatanas, assim como a dos tubarões, são exportadas para o oriente onde servem de ingrediente para uma sopa típica. Com menor importância, a carne também é comercializada. Está criticamente ameaçada de extinção, segundo listas internacionais e regionais. Atualmente, calcula-se que só 10% da população original. Ocupam uma importante posição como predadores nos ecossistema marinho e estuarino e que a conscientização dos pescadores e da população, aliada a efetiva fiscalização, são essenciais para a sobrevivência da espécie.


PESCADA BRANCA (Cynoscion leiarchus)

Características � peixe de escamas com coloração prateada e olhos grandes, que alcança no máximo 50 cm de comprimento. É importante comercialmente devido ao sabor de sua carne.
Habitat � demersais e pelágicos freqüentam as águas rasas próximas às costas, baías e enseadas e locais pedregosos com corais.
Ocorrência � todo o litoral brasileiro.
Hábitos � tem a capacidade de produzir sons por músculos associados à bexiga natatória. Formam cardumes.
pescada
Alimentação � pequenos crustáceos e pequenos peixes.
Ameaças � pesca predatória, destruição do habitat e poluição.


PESCADA AMARELA (Cynoscion acoupa)

pescada amarela
Características � peixe de escamas com corpo alongado, subcilíndrico pouco comprimido, cabeça moderada, sem barbilhão no queixo. Boca inclinada, o maxilar inferior projetando-se um pouco à frente do superior. Dentes caninos com um par anterior no maxilar superior maior que os demais. Dorsal espinhosa e mole com profundo entalhe entre elas, mas unidas na base, bastante próximas.  Escamas  ctenóides, rastros longos.
Caudal romboidal em adultos. Linha lateral prosseguindo pelos raios centrais da caudal, como toda a família. Segundo espinho da dorsal maior que os demais, característica da espécie.C oloração amarela .Pode alcançar 1 m de comprimento e 30 Kg de peso. É muito apreciada como alimento, sendo importante na pesca comercial.
Habitat � hábitos costeiros que freqüenta desde lagoas salobras até grandes baías abertas, sendo muito comum em canais, estuários e mangues. Normalmente, é encontrada nos fundos de lodo, areia e cascalho, em profundidades que variam de 1 a 35 m.
Ocorrência � todo o litoral brasileiro.
Hábitos � costuma entrar nos manguezais a procura de alimentos. Durante o dia são pouco ativas.
Alimentação � crustáceos e pequenos peixes.
Reprodução � reproduzem-se na primavera everão, as larvas se desenvolvem em águas rasas e de baixa salinidade.
Ameaças � pesca predatória, destruição do habitat e poluição.


PESCADINHA (Isopisthus parvipinnis)

Características � peixe de escamas muito comum com corpo é alongado e comprimido. Nadadeira dorsal espinhosa bem afastada da mole. Boca terminal, com um par de caninos anteriores muito desenvolvido no maxilar superior e nenhum grande no inferior. Base da nadadeira anal de tamanho similar ao da base da dorsal mole. Nadadeira caudal truncada. Coloração prateada em geral,  com  dorso  azulado.  Nadadeiras  pálidas  e  uma
pescadinha
mancha pouco nítida na base da peitoral. Atinge 25 cm comprimento. Embora pequena, é muito apreciada, de carne excelente.
Habitat � águas costeiras de 1 a 50 metros , sobre fundos de lodo, areia ou cascalho, da superfície ao fundo, desde mangues e zonas estuárias a mar aberto.
Ocorrência � em todo o litoral brasileiro.
Hábitos � f ormam grandes cardumes. Vorazes e de hábitos principalmente noturnos.
Alimentação � pequenos peixes na coluna de água e camarões no fundo.
Reprodução � reproduzem-se na primavera e verão, as larvas se desenvolvem em águas rasas e de baixa salinidade. Costumam desovar mais de uma vez ao ano, entre dezembro e abril.
Predadore naturais - algumas evidências demonstram haver tendência ao canibalismo.
Ameaças � poluição, pesca predatória e destruição do habitat.


PREJEREBA (Lobotes surinamensis)

prejereba
Características � peixe de escamas com corpo alto e comprimido, cabeça pequena e nadadeiras dorsal e anal alongadas e arredondadas, quase atingindo o final da nadadeira caudal, o que dá a impressão de serem compostas por três partes. O lhos pequeninos, boca moderada. O opérculo tem dois espinhos afiados. Alcança cerca de 80 cm de comprimento total e 15 Kg . Coloração marrom, com alguns nuances de cinza ou verde, geralmente no dorso. A carne é saborosa, mas raramente é encontrado nos mercados.
Habitat � pedreiras em mar aberto com fundo rochoso, sendo que também costumam acompanhar grandes objetos flutuantes. Os exemplares mais jovens podem ser encontrados próximo à bocas de rios e manguezais.
Ocorrência � todo o litoral brasileiro.
Hábitos � peixe de superfície encontrado com mais facilidade, nadando próximas a detritos, especialmente daqueles que flutuam na superfície do mar, como grandes tábuas e restos de caixas. Vive sozinho ou aos pares. Tem o costume de boiar na superfície.
Alimentação � carnívoras, alimentando-se de pequenos peixes e crustáceos.
Ameaças � poluição e destruição do habitat.


RAIA AMARELA (Myliobatis freminvillei)

Características � peixe cartilaginoso com corpo achatado em forma de disco com cabeça bem diferendiada. Coloração cinzenta-pardo-escura ou marrom escuro, com manchas difusa amareladas espaçadas regurlarmente. Superfície ventral branca, marrom claro ou tendendo para rosa. Alcança 85 cm de comprimento total.
Habitat � águas costeiras a profundidades de 10 m ou mais, principalmente em áreas estuarinas de água salobra.
Ocorrência � em todo o litoral brasileiro.
Hábitos � é capaz de nadar grandes distâncias. Ocasionalmente salta fora da água.
Alimentação � moluscos. Nada por ondulação das aletas peitorais a meia água ou próximo ao fundo buscando seu alimento.
Reprodução � vivíparos. A fêmeas produzen 4 a 8 embriões. Os machos atingem a maturidade aos 60 cm aproximadamente.
Predadores naturais � tubarões
Ameaças � pesca predatória, destruição do habitat e poluição.
raia amarela


RAIA BICUDA (Dasyatis americana)

raia bicuda
Características � também conhecida como raia manteiga, é um peixe cartilaginoso com corpo achatado em forma de disco mais angular do que em outras espécies de raias. Cabeça apresenta elevação característica. Possui um aguilhão na cauda sendo uma das espécies peçonhentas do litoral brasileiro. Seu veneno, segundo relatos, pode até matar um homem. A cauda que pode alcançar comprimento duas vezes maior que o corpo . Possuem fileiras múltiplas de dentes relativamente uniformes em relação ao tamanho, com exceção dos dentes um tanto menores localizados nos cantos exteriores da boca. As fêmeas e os machos imaturos têm os dentes tetragonais com cantos arredondados. Pode atingir 2 m de largura e pesar até 120 kg . A coloração dorsal varia entre o cinzento, verde escuro e o marrom. A coloração ventral é predominantemente branca com a coloração dorsal invadindo frequentemente sobre as bordas do disco na superfície ventral.
Habitat � águas rasas, geralmente em áreas coralíneas e arenosas. Embora prefira alta salinidade, pode freqüentar ambientes de água salobra e até subir rios. Comuns em baías e estuários.
Ocorrência � toda a costa brasileira.
Hábitos � bentônica, geralmente é encontrada solitária, deitada no fundo e parcialmente coberta de areia. Alimenta-se, principalmente à noite. Quando não molestada, é totalmente inofensiva.
Alimentação � moluscos bivalves, vermes, crustáceos e pequenos peixes.
Reprodução � machos sexualmente maduros com 50 cm e fêmeas com 75 cm . Ciclo reprodutivo bianual. Vivíparos.
Predadores naturais � tubarões e outros peixes de grande porte.
Ameaças � pesca predatória, poluição e destruição do habitat.


RAIA BOI (Rhinoptera bonasus)

Características � também conhecida como ticonha é um peixe cartilaginoso com corpo achatado em forma de disco. Possui nadadeiras peitorais largas e pontudas, com cabeça curta, distinta do corpo e com margem anterior quadrada com um entalhe profundo, ficando quase bilobada. Os seus olhos e espiráculos dispostos lateralmente. Coloração marrom a oliváceo no dorso, branco-amarelado no ventre. Atinge 1 m de envergadura e 30 Kg. Carne muito apreciada em certas regiões.
Habitat � pelágico oceânico, mas às vezes se encontra próximo à costa em baías e estuários, acima de fundos de lodo, areia ou cascalho, raramente junto a costões ou ilhas.
Ocorrência � todo o litoral brasileiro.
Hábitos � forma pequenos grupos.
raia boi
Alimentação � invertebrados bênticos, especialmente moluscos e crustáceos.
Reprodução � ovovivíparos. Efetuam migrações gigantescas durante o verão, para o nascimento dos filhotes, cerca de 6, com 30 cm de largura.
Predadores naturais � tubarões
Ameaças � pesca comercial praticada nos períodos de migração, o que põe em risco multidões de filhotes. Além da pesca, a poluição e destruição do habitat são grandes ameaças.


RAIA JAMANTA (Manta birostris)

raia jamanta
Características � são raias gigantes com 3 m de comprimento e 5 m de envergadura, com peso de 1500 Kg. Peixe cartilaginoso com c orpo losangular, largo e de grande porte com um par de projecções carnosas flexíveis (nadadeiras cefálicas) ao lado dos olhos, que parecem chifres e têm como função principal direcionar a alimentação para a boca, que está localizada na parte anterior do corpo e é provida de dentes pequenos inclinados para traz. Tem coloração preta e marrom no dorso e branca no ventre.
Habitat � águas quentes oceânicas e c osteiras.
Ocorrência � toda a costa brasileira.
Hábitos � salta freqüentemente fora d'água, principalmente a fêmea, quando do nascimento dos filhotes,  que  são  lançados,  um  por  um,  durante  os
saltos. Nômades e dóceis. Nadam perto da superfície com relativa calma, muitas vezes com as pontas das nadadeiras peitorais fora da água . Parecem dançar com sua graciosidade em mexer as nadadeiras peitorais e a longa cauda, que não tem ferrão, mas rende uma bela chibatada se o mergulhador não estiver atento.
Alimentação � organismos planctônicos.
Predadores naturais � tubarões
Ameaças � poluição


RAIA LIXA (Dasyatis guttata)

Características � corpo deprimido, com formato similar a uma pipa com largura maior que o comprimento, cauda muito longa e fina, armada de um grande ferrão serrilhado. Dorso e corpo marrom-escuro ou acinzentado, apresentam uma mancha pálida em frente aos olhos e no meio do focinho. Ventre claro. Focinho evidente. Faixa de espinhos evidente no dorso. Prega cutânea presente apenas na parte inferior da cauda, e uma crista rígida na superior. Podem atingir até 3 m de comprimento, 2 m de largura e pesar 100 Kg . Embora sejam bastante mansas, deve-se ter especial cuidado com o ferrão que possuem na cauda, que pode causar graves ferimentos e infeções. Sua carne, embora avermelhada, é bastante apreciada em função do sabor e da ausência de espinhos.
raia lixa
Habitat � regiões costeiras de águas rasas, sobre fundos arenosos, de cascalho ou ainda de lama. Eventualmente são encontradas em estuários e até mesmo em rios.
Ocorrência �
toda a costa brasileira.
Hábitos � normalmente vivem solitárias, deitadas junto ao fundo, com os corpos parcialmente enterrados na areia, onde permanecem à caça de suas presas. Podem formar pequenos grupos durante a época da migração nadando próximas à superfície. Migram para águas mais fundas no inverno e mais rasas no verão. Comuns e mansas.
Alimentação � bênticos, comem crustáceos, moluscos, vermes e peixes, que capturam no fundo, seja com jatos de água, seja com o revolver do mesmo com suas peitorais.
Reprodução � reproduzem-se no verão. Ovovivíparas, dando luz de 2 a 4 filhotes por vez, cada qual com uns 16 cm de comprimento.
Predadores naturais � tubarões
Ameaças � pesca predatória, destruição do habitat e poluição.


RAIA PINTADA (Aetobatus narinari)

raia pintada
Características � também conhecida como raia-chita, atinge até 2 m de largura e 200 Kg . Dentes pavimentosos, muito fortes. Peitorais largas e pontudas, cabeça distinta do disco, com projeção inferior em forma de bico de pato e olhos laterais. Pequena dorsal à frente das pélvicas. Cauda muito longa e fina. Dorso com coloração cinza a marrom com manchas brancas nos jovens e anéis desta cor nos adultos. Ventre é branco. Não deve ser incomodada pois possui de 1 a 5 aguilhões serrilhados na base da cauda sendo capaz de inocular uma forte peçonha.
Habitat � são costeiras, estando próximas as ilhas e sobre fundos de areia, geralmente em nado livre , de águas rasas, podendo ser encontrada em baías e áreas coralinas. Raras em águas oceânicas.
Ocorrência � todo o litoral brasileiro.
Hábitos � vive solitária ou aos pares e em pequenos grupos, eventualmente em cardumes de algumas dezenas de indivíduos, nadando rápido e ativamente próxima da superfície ou do fundo, sendo capaz de cobrir  longas   distâncias.   Durante   sua  migração   e
reprodução costuma formar enormes cardumes. Nesta época ou ao fugir de predadores pode ser vista executando saltos espetaculares para fora da água. Usam as peitorais como se fossem "asas", nadam de maneira calma mas podem ter surtos de rapidez, se necessário.
Alimentação � moluscos, caramujos, camarões, vermes, polvos e pequenos peixes.
Reprodução � realizada por todo o ano em pares ou trios, os machos perseguindo uma fêmea e montando-a após muitas tentativas, quando chegam a mordê-la no dorso. Os filhotes, de 3 a 4, nascem com 17 a 36 cm.
Predadores naturais � tubarões
Ameaças � poluição e destruição do habitat.


RAIA PREGO (Dasyatis centroura)

Características � peixe cartilaginoso com corpo achatado em forma de pipa, com focinho pouco projetado, dorso com grandes tubérculos em forma de placas dispostos irregularmente ao longo da linha mediana dorsal. Coloração do dorso pardo-olivácea uniforme e superfície ventral mais clara. Pode atingir até 2 m de disco e pesar 400 Kg.
Habitat � fundos arenosos e limosos, em profundidades de 15 a 50 m.
Ocorrência � todo o litoral brasileiro.
Hábitos � normalmente vivem solitárias, deitadas junto ao fundo, com os corpos parcialmente enterrados na areia, onde permanecem à caça de suas presas.
Alimentação � peixes, crustáceos e moluscos.
Reprodução � ovovivíparos com gestação de aproximadamente 4 meses, produzindo de 2 a 4 crías no otono ou inverno. As crias nascem com 34 a 36 cm de largura de disco.
Predadores naturais � tubarões
Ameaças � poluição, destruição do habitat e pesca predatória.
raia prego


RAIA SAPO (Myliobatis goodei)

raia sapo
Características � corpo em forma de losango, com as pontas das asas muito alongadas. Cauda filiforme de comprimento igual a 2 vezes o tamanho do corpo, provida de aguilhão serrilhado. Os machos maduros apresentan uma protuberância sobre o bordo superior do olho. Superfície dorsal de coloração pardo rozado ou marromn escuro com manchas difusas amareladas espalhadas regularmente. Superfície ventral branca, marrom claro ou rosa. Alcança os 85 cm de largura total.
Habitat � águas costeiras, a profundidades de 10 m ou mais, principalmente em áreas estuarinas de águas salobras. Ocupa profundidades intermediárias no verão e profundidades maiores no inverno.
Ocorrência � todo o litoral brasileiro.
Hábitos � capaz de nadar grandes distâncias. Ocasionalmente salta fora da água. Nada por ondulação das aletas peitorais a meia água ou próximo do fundo buscando seu alimento.
Alimentação � moluscos.
Reprodução � vivíparos. As fêmeas produzem de 4 a 8 embriões. Os machos atingem a maturidade aos 60 cm aproximadamente.
Predadores naturais � tubarões
Ameaças � pesca predatória, poluição e destruição do habitat.


RAIA VIOLA (Rhinobatos horkelii)

Características � seu nome se dá devido à forma do corpo. Focinho comprido. Possui 32 fileiras de dentes na mandíbula superior e 46 na inferior. Dentes de ambas mandíbulas são pequenos e planos. As nadadeiras dorsais são triangulares. Superfície dorsal de coloração marrom esverdeado, sem manchas. Superfície ventral esbranquiçada, exceto na ponta do focinho que apresenta uma mancha escura oval. Alcança 1,35 m de comprimento.
Habitat � ambiente costeiro e estuarino, sobre fundo arenoso até 110 m de profundidade.
raia viola
Ocorrência � todo o litoral brasileiro.
Alimentação � moluscos e crustáceos.
Reprodução � vivípara. A gravidez ocorre quando a fêmea atinge 91 cm de comprimento total. Reproduzem-se uma vez por ano. Em abril, em águas costeiras de 5 a 15 metros de profundidade, ocorre na fêmea adulta a rápida sequencia parto - cúpula - ovulação - fecundação - inicio da gestação. O período entre fecundação e nascimento é de quase 12 meses, mas o desenvolvimento do embriãó dura apenas 4 meses.
Predadores naturais � tubarões
Ameaças � espécie ameaçada de extinção por pesca predatória, poluição e destruição do habitat.

RAIA VIOLA (Rhinobatos percellens)

raia viola
Características � corpo em formato de cunha com o focinho pontudo e a cauda grossa e alongada. O dorso é marrom, o corpo pardo-claro com pintas esbranquiçadas e o ventre esbranquiçado. Nadadeiras peitorais e pélvicas de cor marrom claro marginadas de azul, o mesmo que as bordas do corpo por detrás das nadadeiras pélvicas. Normalmente medem em torno de 1 m, podendo alcançar até mais de 2 m. As fêmeas são maiores que os machos.
Habitat � costeira de águas rasas, podendo, entretanto, chegar a até 100 metros de profundidade. É encontrada junto ao fundo, normalmente arenoso, ou pequenas pedras.
Ocorrência � toda a costa brasileira.
Alimentação � crustáceos, moluscos e pequenos peixes.
Reprodução � ovovivípara, produzindo de 4 a 8 filhotes a cada gestação.
Predadores naturais � tubarões
Ameaças � pesca predatória, poluição e destruição do habitat.


RAIA VIOLA DE CARA CURTA (Zapteryx brevirostris)

Características � peixe cartilaginoso com focinho obtuso e curto, disco em forma de coração. Lóbulo anterior da narina cobre quase inteiramente a metade interna da abertura nasal. Narinas mais ou menos transversas. S uperfície dorsal com coloração parda olivácea.Atingem 70 cm de comprimento total e até 2 Kg de peso. As fêmeas são maiores que os machos.
Habitat � regiões costeiras e estuarinas até profundidade de 60 m.
Ocorrência � todo o litoral brasileiro.
Alimentação � caranguejos camarões e pequenos peixes.
Reprodução � vivíparos. A fêmea produz até 4 embriões. O macho atinge a maturidade com 41 cm de comprimento total.
Predadores naturais � tubarões.
Ameaças � poluição, destruição do habitat e pesca predatória.


RÊMORA (Remora remora)

remora
Características � corpo alongado, cabeça longa, de coloração cinzenta acastanhada escura. Nadadeiras anal e dorsais idênticas com bases longas e opostas. A caudal é reta, as nadadeiras peitorais são sem corte, e as pélvicas são manchadas. Ao se desenvolver a primeira barbatana dorsal se transforma em um disco de sucção. Este disco é usado para se fixar a outros peixes de grandes dimensões, tartarugas ou mesmo a navios. Isto permite-lhe viajar grandes distâncias poupando energia. Ao mesmo tempo alimenta-se de copépodes parasitas que infestam o seu hospedeiro. Alcança 90 cm de comprimento e 1 Kg de peso.
Habitat � áreas de recifes, em profundidade de até 100 m
Ocorrência � todo litoral brasileiro
Hábitos � associa-se normalmente a tubarões, grandes peixes, tartarugas marinha e até mesmo a navios. Frequentemente fixam-se a seus anfitriões perto da área da boca,  podendo  também ser observadas dentro
das maxilas ou dentro das câmaras da brânquia dos anfitriões. Às vezes nadam livremente. Os mais jovens são mais ativos
Alimentação � são comensais, alimentando-se de copépodes parasíticos e restos de comida do anfitrião.
Ameaças � poluição


ROBALO (Centropomus undecimalis)

Características � peixe de escamas também conhecido como camurim ou robalo flecha. Corpo com formato alongado, comprimido, boca ampla com mandíbula inferior saliente. Coloração do dorso acinzentada com reflexos esverdeados e o ventre esbranquiçado. Nadadeiras amareladas. A linha lateral é uma listra longitudinal negra que se estende ao longo do corpo até o final da nadadeira caudal. Carne é considerada de primeira com grande valor comercial. Alcança 1,2 m de comprimento total e 25 kg.
robalo
Habitat � regiões costeiras e estuarianas, águas salgadas e salobras, ilhas, rios, canais, manguezais e baías.
Ocorrência � todo o litoral brasileiro.
Hábitos � sobe os rios para desovar. Gostam de águas calmas, barrentas e sombreadas, e ficam próximos ao fundo. Sua tolerância a alteração da salinidade está relacionada com o seu processo reprodutivo, uma vez que o Robalo procura o deságüe de rios no mar para concluir o seu ciclo reprodutivo. Não gostam de água fria, e aproveitam o movimento das marés e correntes para atacar as suas presas, principalmente na vazante.
Alimentação � carnívoro voraz, alimentando-se de pequenos peixes e crustáceos, especialmente camarões e caranguejos.
Reprodução � reproduzem-se do meio do verão ao final do outono, que é o período de sua maior incidência nos canais. Os alevinos chegam ao tamanho de 5 cm aos 45 dias de idade.
Ameaças � pesca predatória, poluição e destruição do habitat.


ROBALO PEVA (Centropomus paralellus)

Características � peixe de escamas também conhecido como camurim-corcunda, com corpo esguio relativamente comprimido, mais alto que o do robalo-flecha, marcado por uma longa linha lateral negra, muito bem definida, e suas nadadeiras são amareladas. Apresenta o dorso cinza esverdeado e os flancos prateados. É menor que o robalo-flecha, alcançando 50 cm de comprimento e 5 kg. Tem ótima carne e é muito apreciado.
Habitat � regiões costeiras de águas rasas, salgadas e salobras, águas de mangue, ilhas, rios costeiros, canais, baías, estuários e lagoas. Pode ser encontrado vários quilômetros acima da foz de rios.
Ocorrência � toda a costa brasileira.
Hábitos � não gostam de águas frias, com menos de 16º C. Aproveitam movimentos de marés e correntes para atacar pequenos peixes, que são arrastados das raízes do mangue para locais um pouco mais fundo, na vazante.
Alimentação � carnívoro voraz, alimenta-se de peixes e crustáceos.
Reprodução � reproduzem-se do meio do verão até final do outono.
Ameaças � pesca predatória, destruição do habitat e poluição.



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