terça-feira, 31 de julho de 2012


Cirurgia bariátrica cura diabete em 88% dos casos



Um estudo brasileiro mostrou que a cirurgia bariátrica pode auxiliar o combate à diabete do tipo 2 em pessoas com obesidade leve. O trabalho, publicado na revista Diabetes Care, da Associação Americana de Diabete, avaliou 66 pacientes por seis anos, o acompanhamento mais longo até agora. O Conselho Federal de Medicina já considera a cirurgia bariátrica uma alternativa válida no tratamento de pessoas com diabete aliada à obesidade grave ou mórbida (ou seja, com índice de massa corporal superior a 35 kg/m²). O trabalho recém-publicado avaliou pacientes com obesidade moderada (índice de massa corporal entre 30 e 35 kg/m²) que recebiam tratamento no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.



Cerca de 88% dos participantes tiveram remissão do diabete - os médicos não costumam falar em cura. Depois de um período que variou de três a 26 semanas, eles deixaram de utilizar remédios orais e, desde a cirurgia, os sintomas não retornaram. Nos demais pacientes, mais de 11% registraram melhora no controle de açúcar no sangue. Todos passaram por uma cirurgia conhecida como bypass gástrico, o mais popular tipo de cirurgia bariátrica no mundo. “Utilizamos a técnica mais difundida e bem estabelecida”, explica Ricardo Cohen, coordenador do estudo e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

Cohen afirma que a cirurgia deve ser cogitada quando outras alternativas clínicas já foram descartadas por se revelarem ineficazes. “O paciente que não reage a outros tipos de tratamento pode receber a indicação da cirurgia”, aponta o médico. “Mas antes é preciso tentar mudanças nos hábitos e medicamentos”. O endocrinologista Sergio Atala Dib, coordenador do Centro de Diabetes da Escola Paulista de Medicina, concorda. “Os resultados (da cirurgia bariátrica) são promissores e apontam para uma estratégia quando outras abordagens falharam”, afirma. Para Cohen, estudos como o que acaba de ser publicado devem motivar nos próximos anos uma ampliação dos casos em que a cirurgia pode ser indicada no País - para incluir os casos de obesidade moderada. Airton Golbert, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, também enxerga uma tendência parecida em todo o mundo.

Fonte: Folha de PE
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