O dólar manteve-se em forte alta nesta quarta-feira. A aversão ao risco fez com que a moeda fechasse na máxima do dia, de R$ 1,9620, com ganho de 1,29%. O valor da moeda é o maior desde 14 julho de 2009, quando havia ficado em R$ 1,9690.
Também contribuiu para o avanço da divisa norte-americana o recuo breve das taxas curtas projetadas pelos DIs na parte da manhã. Em grande medida, o movimento do dólar no mercado doméstico acompanhou a deterioração do sentimento dos investidores no exterior, com os índices acionários em queda, diante do temor de ruptura na zona do euro.
No balcão, na mínima do dia, o dólar foi a R$ 1,9510. Na BM&F, a moeda spot encerrou com alta de 1,21%, a R$ 1,9604 (preliminar). O Banco Central continuou fora do mercado de câmbio à vista. A mais recente atuação para compra da moeda foi no dia 27 de abril.
A Grécia e os bancos na Espanha permaneceram no foco dos investidores. Analistas internacionais observam que o impasse político na Grécia faz com que aumente a percepção de que este pode ser o início da saída da Gréciada zona do euro. Os representantes de países da região concordaram em liberar 4,2 bilhões de euros para a Grécia na quinta-feira.
No mercado doméstico, dados do BC apontam que o fluxo cambial foi positivo em US$ 6,588 bilhões em abril. Na primeira semana de maio, porém, US$ 1,787 bilhão deixou o País. Os números do BC também mostram que os bancos encerraram o mês de abril com posição comprada no mercado cambial de US$ 5,999 bilhões, número 3,5% maior do que a posição comprada verificada em março, quando as instituições financeiras terminaram o mês com US$ 5,794 bilhões. O BC também informou que a compra de dólares no mercado à vista (spot) reforçou as reservas internacionais em US$ 7,223 bilhões em abril.