quarta-feira, 18 de abril de 2012

Projeto de combate de asteroides vira realidade


Um asteroide é um corpo menor do sistema solar, geralmente da ordem de algumas centenas de quilômetros apenas. É também chamado de planetoide. O termo "asteroide" deriva do grego "astér", estrela, e "oide", sufixo que denota semelhança.
Oficiais da agência espacial russa e membros da Comissão Europeia se reunirão em 7 de Julho em Moscou, para unir forças e discutir sobre as alternativas para enfrentar a centenas de asteroides potencialmente perigosos que poderiam colidir contra a Terra nos próximos 20-30 anos. 
De acordo a um recente relatório apresentado à Agência Espacial Federal Russa por Boris Shústov (Diretor do Instituto de Astronomia da Academia Russa de Ciências), desde abril foram detectados ao menos 6.960 asteroides próximos à Terra. A maioria (87.2%) são asteroides que tem de 100 a 1.000 metros de diâmetro. Os demais são 48 cometas e 806 tem mais de mil metros de diâmetro. 
No entanto, só 1.185 dos asteroides próximos à Terra foram etiquetados como "potencialmente perigosos", dos quais 146 têm mais de um quilômetro de diâmetro, suficiente para causar uma mudança catastrófica no nosso clima. 
 
A colisão com um asteroide seria equivalente a uma explosão de 1 milhão de megatons de TNT, ou 50 milhões de bombas lançadas sobre Hiroshima e formaria uma cratera de ao menos mil quilômetros, enquanto toneladas de pó e fuligem no ar provocariam o efeito de um inverno nuclear, ou uma queda drástica da temperatura devido à absorção de radiação solar. 
Quando tudo parecia voltar à normalidade após as baixas probabilidades de impacto do asteroide Apophis, o novo relatório com um dramático incremento de asteroides ameaçantes, regressa à necessidade de criar um programa anti-asteróides. Isto significa que estamos a tempo de clonar Bruce Willis ou reconsiderar as armas nucleares. 
Durante a reunião semestral da Sociedade Astronômica Americana que aconteceu no mês passado, o físico David Dearborn do Lawrence Livermore National Laboratory argumentou que as armas nucleares poderiam ser a melhor estratégia para evitar um impacto de um asteroide. 
Seria a opção mais prática e rentável, em comparação com outras alternativas como combustíveis químicas ou raios laser. Por um lado, um explosivo nuclear seria mais barato de lançar ao espaço devido a sua grande quantidade de energia por unidade de massa. 
Pelo contrário, uma explosão não nuclear poderia requerer vários lançamentos de uma quantidade equivalente de energia. Ademais, a opção nuclear poderia ser implementada em um período curto de tempo, uma detonação a tão somente 15 dias antes do impacto poderia fragmentar ou desviar o curso de um asteroide de 270 metros (o tamanho do Apophis) para evitar uma colisão. Por outra parte, um laser como o da Instalação Nacional de Ignição (Lawrence Livermore) necessitaria de 6.000 anos desviar o curso de um asteroide do mesmo tamanho.

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