terça-feira, 10 de abril de 2012

Produto derivado de pinheiros poderá substituir vômito de baleia na fixação de perfumes

  Um composto proveniente de pinheiros pode substituir, em breve, o famoso âmbar de baleia, usado em perfumes franceses caríssimos, comentaram os cientistas.
Aspecto físico do âmbar, composto produzido pelo vômito de baleias cachalote.
  Durante séculos, fabricantes de perfumes têm valorizado o âmbar por sua capacidade de evitar que o cheiro se evapore da pele, atuando como fixador de fragrâncias.
  O composto é secretado por baleias cachalotes para protegerem seus sistemas digestivos de objetos cortantes. Quando os animais vomitam, o âmbar reage com a água salgada do oceano e, eventualmente, são levados para a praia com aspecto de rochas.
O produto vale uma fortuna e faz a alegria de pescadores que as encontram e sabem de seu alto potencial industrial. O âmbar de baleia custa, aproximadamente, R$ 20.000 reais o quilo: “Isso faz com que seja um fator estimulável para caça das baleias”, comentou Joerg Bohlmann, professor da University of British Columbia, em declaração à AFP.
Bohlmann diz que o cis-abienol, componente encontrado na sálvia e no cipreste, pode servir com o mesmo propósito em produtos perfumados, mas isolar este componente tem sido algo muito difícil.
Nós já descobrimos que um gene específico é o responsável por estimular a produção destas substâncias na planta, o que poderia tornar a obtenção deste bio-produto mais barato e mais sustentável”, comentou o pesquisador em um comunicado.
A pesquisa genética do Dr. Bohlmann está introduzindo o gene em leveduras cultivadas em larga escala para produzirem o cis-abrienol. O cientista comentou que os consumidores vão preferir produtos à base de plantas do quê vômito de baleia: “Se você perguntar às pessoas se preferem um componente de vômito ou uma resina de uma árvore, elas certamente escolherão a origem vegetal”, salientou.
A University of British Columbia  vai licenciar uma empresa de biotecnologia para comercializar o produto.
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