segunda-feira, 9 de abril de 2012

Conheça o único e verdadeiro tipo de morte no espaço


O que seria de qualquer filme de aventura espacial sem o clássico alçapão que se abre fazendo com que o vácuo absorva um infeliz humano sem a sua vestimenta espacial? Depois dessa cena todos podemos imaginar a horrível morte por despressurização. Mas dos múltiplos danos corporais que nosso corpo sofreria, qual seria aquele que iria nos enviar para a "tribo dos pés juntos"? Talvez não seja bem o que você pensa, por isso veja abaixo os cinco mitos, até a primeira e verdadeira causa de uma morte no espaço.
Olhos que explodem 
Cortesia do governador da Califórnia em O vingador do futuro que fez com todos nos acostumássemos a pensar que nossos olhos se encheriam como bolhas de sabão até fazer pop espalhando uma meleca gosmenta em volta. Felizmente isto não acontece (e ainda que sim, perder os glóbulos oculares não mata ninguém) como também não aconteceria se mergulhássemos a 10 metros no mar. Simplesmente não existe pressão suficiente no interior do corpo humano para que exploda de uma hora para outra. Os eleitores californianos de Arnold Schwarzenegger deveriam saber que ele é um mentiroso. 
Morte por congelamento 
Pensar que é possível viver o tempo necessário para morrer congelado no espaço é uma insensatez. O espaço não é congelado, simplesmente não tem temperatura. Aliás a temperatura de um corpo depende nada mais nada menos do movimento de seus átomos. 
Dado que o vazio do espaço é "bastante vazio" deduzimos que não existem átomos na escuridão do cosmos, motivo pelo qual tecnicamente não há temperatura. Isto significa que nosso corpo começaria a perder calor lentamente (a não ser que tivesses uma estrela próxima) e que finalmente o corpo iria se aproximando do zero absoluto até se congelar. Mas fique tranqüilo, muito antes de que isso acontecesse você já teria "ido para o saco" por um outro motivo. 


O sangue ferve 
Sejamos francos, no vácuo seu sangue não ferveria, todo o mais se evaporaria. Mas felizmente, se aparecesse flutuando no espaço sem uma roupa espacial, seu sangue não estaria no vácuo, senão em seu interior, protegida pela pressão exercida por sua pele, membranas, paredes celulares e vasos sanguíneos. 
Alguns pontos corporais mais expostos, como olhos, boca, nariz e saco e peru, perderiam líquidos rapidamente. Ademais, outros líquidos corporais conseguiriam atingir a superfície através das membranas celulares provocando danos sérios, mas não, definitivamente o sangue não ferveria. Nunca "comeria capim pela raiz" assim. 
Pulmões destroçados 
Tão doloroso como parece, é uma das coisas que realmente poderiam fazê-lo "empacotar". Sobretudo se decidir segurar a respiração com os pulmões bem cheios. Os alvéolos são um dos tecidos mais delicados com os quais contamos e têm o feio costume de armazenar gás. 
Assim que a pressão externa baixasse o gás tenderia a expandir-se, fazendo com que os alvéolos explodissem como pipoca em um microondas. Felizmente na ausência de ar no espaço, não ouviríamos o crepitar destes saquinhos de ar. Mas não, não seria o bastante para "bater a cassuleta", estes danos poderiam ser evitados simplesmente esvaziando o pulmão de ar rapidamente, o que nos levaria ao seguinte ponto: 
Asfixia 
Parece que este seria o motivo que te levaria "acertar as contas com São Pedro", certo? Todo mundo sabe que precisamos de ar para respirar e que o espaço profundo não contém nem uma gota de ar. Então é assim que íamos "pirulitar" no espaço? De novo não, são necessários alguns minutos para morrer de asfixia, e antes que chegasse esse momento você já teria morrido por uma outra causa. 



Mas então o que mata no espaço afinal? 
Falha cardíaca. Isso mesmo, o mesmo que pode te "levar para o buraco" enquanto dorme, corre ou vê televisão, seria provavelmente o que causaria a sua morte no espaço. Em alguns experimentos realizados por cientistas que expuseram animais a diferentes níveis de pressão, descobriram que em condições de vácuo, muitos deles começavam a ter problemas cardíacos em menos de um minuto. 
Uma vez que o coração para, a pressão no interior dos pequenos vasos sangüíneos cai, permitindo ao vácuo acelerar seus danos. Felizmente uma das primeiras coisas que acontecem depois da exposição ao vácuo é a perda de consciência. Em menos de 10 ou 15 segundos você desmaiaria... e nunca mais acordaria. A morte no espaço, como dá para notar, não tem nada a ver com as bruscas explosões com as quais estamos acostumados a ver no cinema. 
Os danos acumulam-se e as estruturas deterioram-se, mais ou menos o que acontece com as casas abandonadas. Não somos criaturas frágeis que caem fulminadas instantaneamente assim que as condições se tornam adversas.
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