4 pessoas reais que teriam se envolvido com a alquimia e a Pedra Filosofal

Muiito antes de aparecer nos livros e filmes de Harry Potter, a Pedra Filosofal já fazia sucesso pelo mundo. As primeiras menções a ela teriam surgido em antigos textos árabes e oriundos de Alexandria e, segundo as lendas, ela seria uma substância capaz de transformar simples metais em ouro e a partir da qual era possível produzir o elixir da vida — que permitiria a imortalidade.
Pode ser que esse papo de pedra capaz de transformar elementos ordinários em metais preciosos ou prolongar a vida de alguém eternamente pareça uma enorme bobagem hoje em dia. No entanto, no passado a busca pela Pedra Filosofal era um assunto levado muito à sério e, a seguir, você pode conferir quatro pessoas que supostamente teriam tentado desvendar os mistérios dessa substância fantástica:

1 – Nicolas Flamel

Conhecido como um dos magos mais famosos da História, Nicolas Flamel viveu entre os séculos 14 e 15 e, segundo as lendas que circulam sobre esse personagem, ele dedicou boa parte de sua existência na tradução de um misterioso livro de alquimia. Esse volume supostamente continha informações sobre a mítica Pedra Filosofal — capaz de transformar metais em ouro — e também uma receita de como alcançar a imortalidade.
Olha o Flamel — supostamente podre de rico e imortal — aí!
Pois, de acordo com os rumores, foi graças à Pedra Filosofal que Flamel e sua esposa se tornaram tão ricos. Além disso, ainda de acordo com os rumores, o casal também teria descoberto o segredo da vida eterna.
Só que a receita não deve ter dado muito certo, pois o mago morreu em Paris em 1418, sem falar que não existem provas concretas de seu envolvimento com a alquimia. Na realidade, os registros históricos que existem de Nicolas Flamel apontam que ele e a esposa acumularam sua riqueza graças aos negócios familiares — e que doaram quase toda sua fortuna para caridade.

2 – Albertus Magnus

Albertus Magnus foi um bispo dominicano do século 13, e está entre os maiores filósofos e teólogos alemães da Idade Média — tanto que um de seus ilustres discípulos foi o também filósofo e teólogo italiano São Tomás de Aquino. Pois Magnus foi responsável por estabelecer o estudo científico da natureza como parte da tradição cristã, e dizem que ele teria realizado experimentos com elementos fotossensíveis e descoberto o arsênico.
Será que Magnus queria garantir a vida eterna mesmo sem o consentimento da vontade divina?
Acontece que circularam rumores de que Magnus também era fã de alquimia e que ele teria descoberto a Pedra Filosofal e testemunhado a transmutação de metais e outros materiais em ouro. Outra lenda associada ao dominicano é a de que ele teria encontrado uma forma de se manter imortal — e a inspiração provavelmente veio do fato de Magnus ter vivido até os 80 anos de idade em uma época em que a expectativa de vida era bem menor.

3 – Isaac Newton

Sir Isaac Newton está entre os maiores cientistas de todos os tempos e entrou para a História por estabelecer os fundamentos da mecânica clássica, as leis para o movimento dos corpos e a Lei da Gravitação Universal. Pois Newton também se envolveu com a alquimia e inclusive chegou a desenvolver uma receita para criar a Pedra Filosofal — e as anotações do cientista foram descobertas não tem muito tempo!
Essas são as anotações de Newton sobre o "mercúrio filosofal"
Mais precisamente, os textos de Newton se referem ao “mercúrio filosofal” que, segundo acreditavam os antigos alquimistas, seria uma substância capaz de transformar determinados elementos em metais — e era considerada fundamental para a criação da Pedra Filosofal. Nas anotações não fica explícito se o cientista inglês realmente tentou produzir a pedra e o elixir da vida, mas não falta quem acredite que ele conseguiu conquistar grandes avanços nessa área.

4 – Michal Sedziwoj

Sedziwoj foi um filósofo, médico, químico e — evidentemente — alquimista polonês que viveu entre os séculos 16 e 17, e foi o responsável por descobrir que o ar que respiramos não consiste de uma substância única. Aliás, Sedziwoj afirmava que essa mistura de elementos continha um gás que ele identificou como “alimento da vida” e que mais tarde seria chamada de oxigênio.
Sedziwoj teria conseguido um pouquinho da pedra em pó de algum alquimista misterioso
O alquimista também desenvolveu técnicas para isolar e purificar diversos compostos, como ácidos e metais, e publicou vários trabalhos — entre eles um livro em código intitulado “Uma Nova Luz de Alquimia”. Portanto, não é de se estranhar que circulassem rumores de que Sedziwoj possuísse uma pequena quantidade de pó da Pedra Filosofal, e de que esse material era descrito pelo polonês como sendo do ouro mais puro e cujas sementes eram capazes de produzir mais ouro.